NOTÍCIA

CURSO CPF DA CULTURA DESTACA CRITÉRIOS E TRANSPARÊNCIA NA SELEÇÃO DE PARECERISTAS CULTURAIS PARA EDITAIS DA LEI ALDIR BLANC

Data: Quinta-feira, 23/04/2026 16:01

Na última quinta-feira (23), foi realizada a Aula 3 do curso “CPF da Cultura – Municípios Legalizados”, ministrada pelo professor Fernando Cordeiro, com foco na estruturação de comissões de seleção e contratação de pareceristas no âmbito das políticas públicas culturais. A atividade integrou a disciplina sobre Política Nacional Aldir Blanc, Cultura Viva e editais de fomento cultural, reunindo participantes interessados em qualificar a gestão cultural nos municípios .

Durante o encontro, foram abordados os fundamentos legais que regem a atuação das comissões, com destaque para os princípios constitucionais da legalidade, moralidade, publicidade e eficiência. O professor enfatizou que esses princípios não são apenas formais, mas determinam a validade de todo o processo, exigindo critérios claros, transparência e ética na escolha dos pareceristas .

A aula também discutiu a aplicação subsidiária da Lei nº 14.133/2021, ressaltando que, embora não regule diretamente o fomento cultural, seus princípios — como planejamento, transparência e controle — devem orientar a atuação das comissões. Outro ponto central foi a mudança de paradigma trazida pelas legislações recentes, que reforçam a participação social, a desburocratização, a descentralização e a valorização da diversidade cultural nos processos de seleção .

No campo prático, os participantes conheceram como estruturar comissões de seleção eficientes, destacando a importância de uma composição diversa, com equilíbrio entre conhecimento técnico, representatividade e imparcialidade. Também foram apresentados os critérios adequados para escolha de pareceristas, que devem ser objetivos, comprováveis e alinhados às especificidades dos editais, evitando práticas informais ou subjetivas .

Outro destaque da formação foi a discussão sobre transparência e controle, incluindo a necessidade de divulgação dos critérios, publicação das notas e justificativas, além do registro completo das avaliações. A aula ainda abordou os procedimentos de contratação de pareceristas, formas de remuneração, responsabilidades dos avaliadores e riscos jurídicos decorrentes de falhas no processo .

Por fim, foram apresentados temas atuais como a banca de heteroidentificação e a aplicação de cotas raciais nos editais culturais, reforçando o compromisso com a equidade e a inclusão. O encerramento destacou os principais erros que podem comprometer editais, como conflitos de interesse, ausência de critérios claros e falta de transparência, alertando para os riscos de judicialização e anulação de processos .

A aula consolidou-se como um importante momento de formação técnica, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas culturais e para a construção de processos mais justos, transparentes e eficientes na gestão do fomento à cultura.